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Skins cria rede para lançar ano 2

A festa de Skins está marcada para o próximo dia 11, quando os britânicos assistem ao primeiro episódio da segunda temporada dessa mistura de Trainspotting com Kids.
Estão todos convidados e o canal E4 já até distribuiu pela net, para marcar terreno na chamada geração youtube, as cenas iniciais do primeiro episódio. O personagem de Mitch Hewer, Maxxie, abre a série II com seu bailado que já havia movimentado o primeiro episódio do ano I. Era um dos personagens menos explorados, dos oito centrais desse drama teen. Pela quantidade de cenas, deve ser peça chave, dessa vez.
Os vídeos disponíveis na net já dizem muito do que está por vir, depois do carnaval. Espero Skins 2 com a mesma vigilância com que monitorei Lost.
Primeiro: o promo magnífico.
Esse clip da Festa Skins choca tanto quanto se gosta de Smalville.
Por fim, os minutos iniciais, com o bailado de Mitch Hewer que, aliás, ao que parece e apesar de personagem gay, terá um casinho com Michelle.
Poucas palavras
Vou listar aqui, as notas para o Ano I de Skins (pra arquivar a coluninha do lado)
Skins
Episodio 1 – 101
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Skins é avassaladora, na comparação com as séries teens, desde sempre, desde que Beverly Hills 90210 começou a ser copiada à exaustão. Mas essa nova prova do bom gosta da TV britânica é uma série teen para adultos: um new-Trainspotting de marca maior. Os ingleses viram a primeira temporada de nove episódios, de janeiro a março de 2007 e o segundo ano da série está garantido, a partir de janeiro. Esse novo produto também tem a regra de grupo destuante, com adolescentes em níveis de atraso diferentes, sendo que, invariavelmente, é mostrado quão profundo se pode descer nessa faixa etária. Drogas, anorexia, sexo corroem a alma desses garotos. O boa-praça Tony, de escrúpulo duvidoso, abre a série, tentando dominar todos ao seu redor. Os donos da idéia, Bryan Elsley e Jamie Brittain, junto a Gus Van Sant, com sua trilogia pós-kids, terão construído o último painel da adolescência decadente da virada do milênio. E foram otimistas.
Sem palavras:■■■■■■■■■□
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Skins
Episodio 2 – 102
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O episódio não tem nome, mas tem Hannah Murray, como protagonista. Sua Cassie, anoréxica, vive às margens dos naked bodys de Skins. É apaixonada por Sid, que gosta de Michelle, e roda tonta para ser notada pelo anti-herói que parece ser o grande nome da série. Mas é a direção de Adam Smith que faz transbordar inquietude.
Sem palavras:■■■■■■■■■□
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Skins
Episodio 3 – 103
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Jal empõe Rhapsody in Blue, de George Gershwin. Já bastaria, mas era preciso equilibrar o tom irônico de Skins para e, de novo, esse novato, Adam Smith deu conta do risco. Jal é o personagem de Larissa Wilson, protagonista deste episódio que vive do sons de seu clarinete e sobre a inquietação de uma família de músicos.
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Skins
Episodio 4 – 104
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É dos melhores momentos da TV mundial, neste ano. Tem toda a inversão moral da TV britânica, a trilha estapafúrdia e as locações mais pessoais. O foco está no que seria o personagem mais mal construído da série – Chris. O ator Joseph Dempsie é revirado do avesso, bem ao modo do Renton de Ewan McGregor, a lembrança mais óbvia. Póis esse Chris é tão perdido quanto o Renton de Trainspotting, dez anos depois.
Sem palavras:■■■■■■■■■□
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Skins
Episodio 5 – 105
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Estranho que seja o episódio do melhor personagem, Sid, mas que desacelera no ritmo da série, somando lugares-comuns. Ainda assim, o plot cresce no fim e retoma as maravilhas criativas de Skins, as tomadas longas, os closes nos dentes tortos dos ingleses, nos olhos claros, no cabelo mal cuidado, na pele branca, muito branca.
Sem palavras:■■■■■■■■□□
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Skins
Episodio 6 – 106
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Nítida entressafra. O episódio do mulçumano Anwar e do jovem gay Maxxie rendeu uma quase pornochanchada. Mas os personagens sobrevivem bem. É pena que não se aproveitou do sapateado do garoto Mitch Hewer, o Maxxie, ou da rigidez religiosa. O casalzinho deve render, numa próxima temporada, com intervenções de outros coleguinhas do elenco.
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Skins
Episodio 7 – 107
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Michelle tinha tudo para mudar a vida niilista desses garotos, porque parecia madura. Mas esses kids crescem errando muito. Acreditam estar longe do sistema, mas estão aí para vender tênis All Star. A farsa vai ficando às claras, com Skins. É o episódio de Michelle, um tantinho menor.
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Skins
Episodio 8 – 108
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É a volta de Adam Smith à direção da série, com personagem central que cai de paraquedas: a irmã de Tony, Effy, que só tinha aparecido no primeiro episódio, vira gancho, entre as idas e vindas do garoto e sua turma, em meio à viagens oníricas, bem ao gosto do pós-punk. A garota muda parece um alterego de ironias. Já se percebe que só falará, nos momentos chaves, em grande sacada de roteiro.
Sem palavras:■■■■■■■■■□
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Skins
Episodio 9 – 109
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Sid cantando Wild World, de Cat Stevens, já terá valido a pena e faz notar que Skins, para além da comédia rasa, é também um bom musical, bem ao estilo inglês, com trilha arrasadora. Só neste episódio final de temporada, são 17 músicas, de The Bees a Supertramp. Sid e Cassie fecham a série, no primeiro ano, com gosto de doce ilusão, no ar. Skins termina bem alucinógena.
Sem palavras:■■■■■■■■■□
Lost tenta superar apíce de fim de tempora

Em essência, séries de TV carregam, de mãos dadas, a marca de “guilty pleasure”, o prazer com culpa que tantos críticos discultem, apesar de todo o estreitamente das muitas faces do audiovisual.
Lost é produto de indústria e não quer esconder essa linha de produção. Também é vítima da greve dos roteristas, por exemplo, e prima pelos cuidados excessivos de Hollywood.
Se aprofundarmos na comparação com o passado recente, notamos que as armadilhas criativas não impediram o novo momento dos TV shows. A base do avanço do setor nem está na produção crescente (muito crescente , como se vê no novo projeto de J.J. Abrams, ao custo de US$ 10 milhões pelo piloto). O impulso é mesmo do texto, para além até da dos bons momentos de mise en scene que se vê aqui e alí.
Lost investe tudo no texto e no carisma do cast, uma equipe que deve alcançar, em 2010, o mesmo olimpo que já recebeu os queridinhos de Friends e Seinfeld. A nova temporada nem poderia seguir no ritmo do episódio final do terceiro ano, mas não deixa a série despencar no ostracismo do gosto médio.
A série investe agora no trauma psicológico dos personagens. Jorge Garcia, o Hurley, conta o drama de ter deixado a ilha, sem que muito seja respondido. Alias, nem dá pra entender como as pessoas se prendem na crítica das meias-voltas de Lost. O charme da trama que parece inacabável é bem a premissa de uma série de TV, tal como Twin Peaks.
Acho que todos têm esse prazer culpado, cada vez mais digno de nossa atenção.
(Mais vale ver esse pulo do Jorge Garcia, em cena do primeiro episódio do ano 4 de Lost, no vídeo abaixo)
The Beginning of The End – 401
Sem palavras: ■■■■■■■■□□
Heróis sexys e antipáticos

Heroes volta à TV paga brasileira, na próxima sexta-feira, no Universal Channel, esbanjando saúde. Volta para uma segunda temporada com o cast em alta, no ideário popular norte-americano, no momento em que seus dois personagens mais centrais (digamos assim, sobre Peter Petrelli e Claire) dominam rankings de sexy symbols globalizados – ela no Top 25 do IMDb, no 3º posto, ele na listinha anual de 100 homens sexys da People.
Hayden Panettiere, a Claire, continua de saias justas da cheerleader que a consagrou e Milo Ventimiglia, o Peter, passa a maior parte do tempo sem camisa, nesse primeiro momento da nova temporada. Mas a razão do sucesso de ambos está na mito-fadiga de Heroes, a exaustiva exploração do mito do herói. E olha que ainda funciona.
A série, na verdade, começou o segundo ano melhor que terminou o primeiro. Nos EUA, o show caiu na audiência, mas manteve os fãs.
Isso, porque o criador resolveu poluir o drama, com aparições de novos mutantes. Tudo muito planejado e isso irrita.
Mas a série teria que avançar com os personagens que a fizeram destaque: Peter e Claire continuam populares, mas Hiro perdeu seu maior encanto, no início da temporada 2. A fraca produção do Japão medieval não ajudou e sabemos que Masi Oka tinha um perfil traçado que era o grande contraponto de Heroes.
Falta muito equilíbrio no texto e torço por menos efeitos, na contramão do gosto popular. Torço ainda pela queda do núcleo de Matt e Suresh, com a menina orfã chata que só ela. Eles são anti-Heroes.
Four Months Later – 201
Sem palavras: ■■■■■■■□□□
Típico episódio de apresentação de personagens, como se já não fossem conhecidos.
Lizards – 202
Sem palavras: ■■■■■■■■□□
Claire continua luta para salvar Heroes, com o melhor núcleo de início de temporada. E Peter aparece sem franja. Está cheio de si.
Kindred – 203
Sem palavras: ■■■■■■■□□□
Hiro no Japão feudal é mesmo um desgaste para o personagem. Claire e West, em homenagem a Superman.
The Kindness of Strangers – 204
Sem palavras: ■■■■■■□□□□
Molly quase chega a dizer “I see dead people”, na cama. Matt e Suresh conseguiram uma coadjuvante, a altura.
Fight or Flight – 205
Sem palavras: ■■■■■■■□□□
Entrada em cena de Kristen Bell. Façamos uma comparação com a Juliet, de Elizabeth Mitchell, de Lost, e a desvantagem de Heroes aumenta.
The Line – 206
Sem palavras: ■■■■■■■□□□
A segunda temporada ensaia uma melhora, com Claire em destaque. Mas Hiro apaixonado, não funciona.
Out of Time – 207
Sem palavras: ■■■■■■■□□□
Peter cresce como herói mor, sem ainda ser um personagem complexo. Romance de Claire garante audiência jovem, na salada que é Heroes.
Four Months Ago – 208
Sem palavras: ■■■■■■■■□□
Flashback aquece a série. Produção caprichada, com um detalhe importantíssimo: episódio sem Matt, Suresh e a menina chata.
Cautionary Tales – 209
Sem palavras: ■■■■■■■□□□
Claire tenta salvar o pai e Peter está próximo do perigo. Volume II perto do fim.
Truth and Consequences – 210
Sem palavras: ■■■■■■■□□□
Niki continua apagada, na segunda temporada. Pena, porque e dubiedade de seu personagem era dos pontos fortes da série. Romance com Nathan parece inevitável.
Powerless – 211
Sem palavras: ■■■■■■■■□□
Fim do Volume II, num crescendo. Achei até melhor que o fim do Volume I. Melhor realizado.
EW aponta de quem mais se falou

A EW.com apresenta seu Entertainers of The Year, versão 2007, apontando para as silhuetas da TV a cabo, dos Estados Unidos. Para a revista da indústria, que escolheu o Youtube, ano passado, nessa mesma “premiação”, as mulheres das séries sofisticadas são os grandes emblemas do ano.
Mais que justificável, as posudas da foto que abre esse post são provas que o TV paga ganha vulto, para além do capricho da HBO. Atenção para a chamada das divas, pela ordem da imagem: Glenn Close (de Damages – FX), Mary-Louise Parker (Weeds, do Showtime), Kyra Sedgwick (The Closer – TNT), and Holly Hunter (Saving Grace, também TNT).
A lista da EW.com tem as obviedades – como o garoto Zac Efron e a cantora Rihuanna -, mas traz algumas surpresinhas e dou crédito para a presença de Vanessa Williams (Ugly Betty) e debito pontos dessa lista pela ausência, desde ano passado, da mulher da TV, ano passado, a America “Betty” Ferrera. Mas é uma lista de altos e baixos, como qualquer outra e meu ponto de vista não tem o ponto visto por qualquer outro.
Vale lembrar que nos dois últimos anos, a TV dominou a capa da revista Entertainment Weekly para a mesma homenagem, com o elenco de Grey’s Anatomy, em 2006, e Lost, um ano antes. Agora, foi a vez da escritora J.K. Rowling, criadora de Harry Potter.
Gossip Girls revigora séries teens

Gossip Girl foi a primeira nova série a confirmar temporada completa, no balcão de apostas da TV norte-americana, em seu atual line up. O consumismo teen garantiu a permanência e já se percebe que o drama terá vida ainda mais longa.
A nova empreitada da CW supera as apostas anteriores do canal – Dawsons Creek e The O.C. – com uma variação do mesmo tema, baseado na preocupação pequeno-burguesa dos jovens de quase 20 dos países ricos. Ainda mais no momento em que todo mundo já viu o grande achado do ano, nessa mesma seara, a série inglesa Skins.
A diferença dos dois produtos é gritante, com a ironia e esquisitice britânicas batendo o drama de boutique americano. De boutique do Upper East Side nova-iorquino, bom que se diga. E isso é uma diferença crucial, em favor de GG, na comparação com seus antecessores. É que a opção pela vida fake das séries teens, desde que Barrados no Baile conquistou o mundo, teve casamento perfeito aqui. Não é só pose e desfile de carinhas bonitas, começamos a buscar a ferrugem, em meio a prataria.
Outra coisa é que o texto melhorou muito, em meio às choradeiras descabida dos adolescentes. Aqui, a aposta da CW é baseada no sucesso de Cecily von Ziegesar, autora da série literária de mesmo nome (e que fala a um blog do ”Extra”, aqui, defendendo a adaptação para a TV). A personagem de Blake Lively, Serena, chega ser adulta (com a cara da blitânica Cate Blanchett, registra-se), com um humanismo latente demais e menos preocupada com o próximo “ficante”.
Skins é pra engolir todas essas propostas, mas Gossip Girl surpreende e prova que ainda há vida criativa, nesse formato que parecia cafona.
Gossip Girl – Episódio 1 – Temporada 1
“Pilot”
Sem palavras:■■■■■■■■□□
Duvidoso People’s Choice

- Favorito novo drama
- Big Shots
- Bionic Woman
- Cane
- Dirty Sexy Money
- Gossip Girl
- Journeyman
- K-Ville
- Life
- Life Is Wild
- Moonlight
- Private Practice
- Pushing Daisies
- Women’s Murder Club
- Favorita nova comédia
- Aliens in America
- Back to You
- The Big Bang Theory
- Carpoolers
- Cavemen
- Chuck
- Reaper
- Samantha Who?
Sexy e popular
HOTHOTHOTHOTHOTHOTHOTHOT
A Entertainment Weekly concluiu sua relação de os mais “quentes” astros e estrelas, desde os anos 60, com voto popular. Wentworth Miller, de Prison Break, é o mais votado, entre os homens, com 20% das preferências, desbancando figuras sagradas do ideário feminino, como Paul Newman. Christian Bale, o segundo melhor da listinha dos internautas, foi lembrado por 11% dos votantes.
Entre as mulheres, Angelina Jolie, não foi tão barbada assim, com 13% dos votos, seguida de perto pela veterana Raquel Welch. A lista da EW, na escolha da revista, tem “incoerências”, se olharmos para a cara de um Patrick Dempsey, o pré-American Pie, que hoje é mais conhecido pelo sucesso de Grey’s Anatomy.
E tenho certeza que cada um vai encontrar seu tipo físico nessa listinha e questionar certas escolhas.
Faço questão de publicar ao menos uma 3 x 4 de algumas dessas celebridades, por aqui, com link para as fotos caprichadas do EW.
Pérolas da TV brasileira

A idéia é grande. Algo de Matrix, Arquivo X e tudo que é filme de teoria da conspiração que se vê por aí. E O Sistema, que a Globo começou a exibir neste feriado de Finados tem tudo isso, algo acima da média da produção da TV brasileira, mas ainda faltou algo para tal consolidação.
O elenco brilha, porque já faz muito tempo que Selton Mello não decepciona, apesar da pressão crescente. E fica um espaço curto para falar do tamanho de atriz que é Graziella Moretto (foto ao lato), a atendente Regina que inicia o duelo com o protagonista. O texto de Alexandre Machado e Fernanda Young continua inovador, mas só suficientemente, e…
E faltou mão firme, na direção de José Lavigne. Enriqueceram os estúdios com carros da modernidade setentista, o que não combinou bem com as telas de LCD e telefones siemens do call center dirigido por uma Betty Goffman mal vestida (e não foi de propósito). As falhas de desenho de produção são muitas e olha que tem gente paga para fazer isso.
Fora essa increnca, a nova comédia é dos poucos box da Globo que se pode reservar dinheiro para comprar, no futuro. Sou cético quanto à resistência do tom fake que a Platinada ainda sustenta, na maior parte de suas produções. Luiz Fernando Carvalho já derrubou isso, no uso da película até em novela, e o próprio Guel Arrais nem precisou de filtros para inovar na velha luz chapada da TV brasileira.
O Sistema merece vida longa. Merece ocupar lugar dessas minisséries-novelões que se prolongam como tortura.
Sem palavras: ■■■■■■■■□□
Internautas mobilizados

A Kristin dos Santos, em seu blog, revela o resultado de uma enquete que ela diz ser mais poderosa que o instituto de pesquisa Nilsen. A Campanha Salve ou Afunde é anual e aponta para as preferências dos fãs dessa colunista de TV do E!. O resultado tem todo sentido e sabemos que internautas mobilizados podem tudo.
Curioso ver como Back to You, da Fox, continua em pé, mesmo com as quedas na audiência e o pouco burburinho. Enquanto isso, Pushing Daisies é o monstro a ser batido. Está dando tudo certo para esse novo TV show.
Na foto acima, as coadjuvantes de luxo da série, Ellen Greene e Swoosie Kurtz (à direita). A segunda estilizada já tem até um Tony em sua coleção, o prêmio máximo do teatro norte-americano. Outra do elenco que já colocou a mão no mesmo troféu foi Kristin Chenoweth, que faz a loura que trabalha com o herói Ned.
Apesar de tanta gente boa junta, o cast é mesmo dominado por Lee Pace – o Ned-, também de carreira obscura, mas de grande desenvoltura no teatro (principalmente no off-Broadway). Lee despontou para a TV com o papel de um transsexual, no filme Soldier’s Girl, de 2003. Ele quase ganhou o Globo de Ouro por essa interpretação, tendo sido indicado. Mas é certo que continua na lembrança dos jornalistas estrangeiros que votam neste prêmio, no início do ano.
Soldier’s Girl é um filmaço, desses bons que a TV americana raramente produz (ao contrário das redes da Europa), e Lee foi até subestimado, na época, talvez por ter sido sua primeira experiência no audiovisual, após uma ponta em Law and Order.
Temos aí um dos segredos do sucesso dessa série.
A relação dos leitores de Kristin
80% (votos para salvá-la)—Pushing Daisies (ABC), temporada garantida
68%—Samantha Who? (ABC), temporada garantida
64%—Gossip Girl (CW), temporada garantida
63%—Chuck (NBC), episódios adicionais aprovados
58%—Big Shots (ABC)
57%—Moonlight (CBS), episódios adicionais aprovados
56%—Reaper (CW), episódios adicionais aprovados
50%—Women’s Murder Club (ABC)
47%—Aliens in America (CW), pediu para continuar produção
46%—Private Practice (ABC), temporada garantida
44%—Dirty Sexy Money (ABC), episódios adicionais aprovados
35%—Bionic Woman (NBC), episódios adicionais aprovados
34%—Journeyman (NBC), episódios adicionais aprovados
29%—Life (NBC), episódios adicionais aprovados
29%—Life Is Wild (CW)
28%—Back to You (Fox), temporada garantida
25%—The Big Bang Theory (CBS), temporada garantida
25%—Carpoolers (ABC), episódios adicionais aprovados
21%—Cane (CBS), episódios adicionais aprovados
20%—K-Ville (Fox)
15%—Kid Nation (CBS)
13%—Cavemen (ABC)
10%—Viva Laughlin (CBS), cancelada
Temporada de cortes começa cedo

A CBS cancelou hoje o drama Viva Laughlin, sem piedade, relatou a Variety.
O drama teve dois episódios exibidos, nos últimos domingos, mas cede o lugar para o reality The Amazing Race, já no próximo fim de semana. O índice de audiência teria abreviado muito a carreira do show. No último fim de semana, fez muito feio, com 1.2 de rating entre os adultos de 18 a 49, o que mais interessa às emissoras. De uma semana para outra, a série perdeu 52% desse público e derrubou até o ibope (digo, Nilsen) da Cold Case, queridinha dos americanos, e que a seguiu na grade domingueira.
A série é a primeira a ser rimada da programação das majors, nesta temporada, e abriu a tampa do lixo para os inevitáveis cancelamentos de embustes muito maiores, como Cavemen, Carpoolers, Back To You, The Big Bang Theory, só para citar as comédias.
Entre os dramas, a especialista Rachel Thomas, do About.com, acha que o próximo a ser rifado é Life is Wild, da CW. Os internautas, em várias votações online, não vêm futuro para K-Ville e Big Shots.































