
Em essência, séries de TV carregam, de mãos dadas, a marca de “guilty pleasure”, o prazer com culpa que tantos críticos discultem, apesar de todo o estreitamente das muitas faces do audiovisual.
Lost é produto de indústria e não quer esconder essa linha de produção. Também é vítima da greve dos roteristas, por exemplo, e prima pelos cuidados excessivos de Hollywood.
Se aprofundarmos na comparação com o passado recente, notamos que as armadilhas criativas não impediram o novo momento dos TV shows. A base do avanço do setor nem está na produção crescente (muito crescente , como se vê no novo projeto de J.J. Abrams, ao custo de US$ 10 milhões pelo piloto). O impulso é mesmo do texto, para além até da dos bons momentos de mise en scene que se vê aqui e alí.
Lost investe tudo no texto e no carisma do cast, uma equipe que deve alcançar, em 2010, o mesmo olimpo que já recebeu os queridinhos de Friends e Seinfeld. A nova temporada nem poderia seguir no ritmo do episódio final do terceiro ano, mas não deixa a série despencar no ostracismo do gosto médio.
A série investe agora no trauma psicológico dos personagens. Jorge Garcia, o Hurley, conta o drama de ter deixado a ilha, sem que muito seja respondido. Alias, nem dá pra entender como as pessoas se prendem na crítica das meias-voltas de Lost. O charme da trama que parece inacabável é bem a premissa de uma série de TV, tal como Twin Peaks.
Acho que todos têm esse prazer culpado, cada vez mais digno de nossa atenção.
(Mais vale ver esse pulo do Jorge Garcia, em cena do primeiro episódio do ano 4 de Lost, no vídeo abaixo)
The Beginning of The End – 401
Sem palavras: ■■■■■■■■□□








Pelo jeito JJ Abrams e Cia. vão usar estes oito episódios que têm para fundir nossa cuca!!! O recurso do flashfoward foi um sopro de vida para a série, que em sua quarta temporada está com o vigor dos aúreos tempos!!!!