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cinema e tv

Arquivo para Fevereiro, 2008

Skins cria rede para lançar ano 2

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A festa de Skins está marcada para o próximo dia 11, quando os britânicos assistem ao primeiro episódio da segunda temporada dessa mistura de Trainspotting com Kids.

Estão todos convidados e o canal E4 já até distribuiu pela net, para marcar terreno na chamada geração youtube, as cenas iniciais do primeiro episódio. O personagem de Mitch Hewer, Maxxie, abre a série II com seu bailado que já havia movimentado o primeiro episódio do ano I. Era um dos personagens menos explorados, dos oito centrais desse drama teen. Pela quantidade de cenas, deve ser peça chave, dessa vez.
Os vídeos disponíveis na net já dizem muito do que está por vir, depois do carnaval. Espero Skins 2 com a mesma vigilância com que monitorei Lost.

Primeiro: o promo magnífico.

Esse clip da Festa Skins choca tanto quanto se gosta de Smalville.

Por fim, os minutos iniciais, com o bailado de Mitch Hewer que, aliás, ao que parece e apesar de personagem gay, terá um casinho com Michelle.

Poucas palavras
Vou listar aqui, as notas para o Ano I de Skins (pra arquivar a coluninha do lado)

Skins
Episodio 1 – 101

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Skins é avassaladora, na comparação com as séries teens, desde sempre, desde que Beverly Hills 90210 começou a ser copiada à exaustão. Mas essa nova prova do bom gosta da TV britânica é uma série teen para adultos: um new-Trainspotting de marca maior. Os ingleses viram a primeira temporada de nove episódios, de janeiro a março de 2007 e o segundo ano da série está garantido, a partir de janeiro. Esse novo produto também tem a regra de grupo destuante, com adolescentes em níveis de atraso diferentes, sendo que, invariavelmente, é mostrado quão profundo se pode descer nessa faixa etária. Drogas, anorexia, sexo corroem a alma desses garotos. O boa-praça Tony, de escrúpulo duvidoso, abre a série, tentando dominar todos ao seu redor. Os donos da idéia, Bryan Elsley e Jamie Brittain, junto a Gus Van Sant, com sua trilogia pós-kids, terão construído o último painel da adolescência decadente da virada do milênio. E foram otimistas.
Sem palavras:■■■■■■■■■□

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Skins
Episodio 2 – 102

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O episódio não tem nome, mas tem Hannah Murray, como protagonista. Sua Cassie, anoréxica, vive às margens dos naked bodys de Skins. É apaixonada por Sid, que gosta de Michelle, e roda tonta para ser notada pelo anti-herói que parece ser o grande nome da série. Mas é a direção de Adam Smith que faz transbordar inquietude.
Sem palavras:■■■■■■■■■□

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Skins
Episodio 3 – 103

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Jal empõe Rhapsody in Blue, de George Gershwin. Já bastaria, mas era preciso equilibrar o tom irônico de Skins para e, de novo, esse novato, Adam Smith deu conta do risco. Jal é o personagem de Larissa Wilson, protagonista deste episódio que vive do sons de seu clarinete e sobre a inquietação de uma família de músicos.
Sem palavras:■■■■■■■■■□

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Skins
Episodio 4 – 104

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É dos melhores momentos da TV mundial, neste ano. Tem toda a inversão moral da TV britânica, a trilha estapafúrdia e as locações mais pessoais. O foco está no que seria o personagem mais mal construído da série – Chris. O ator Joseph Dempsie é revirado do avesso, bem ao modo do Renton de Ewan McGregor, a lembrança mais óbvia. Póis esse Chris é tão perdido quanto o Renton de Trainspotting, dez anos depois.
Sem palavras:■■■■■■■■■□

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Skins
Episodio 5 – 105

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Estranho que seja o episódio do melhor personagem, Sid, mas que desacelera no ritmo da série, somando lugares-comuns. Ainda assim, o plot cresce no fim e retoma as maravilhas criativas de Skins, as tomadas longas, os closes nos dentes tortos dos ingleses, nos olhos claros, no cabelo mal cuidado, na pele branca, muito branca.
Sem palavras:■■■■■■■■□□

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Skins
Episodio 6 – 106

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Nítida entressafra. O episódio do mulçumano Anwar e do jovem gay Maxxie rendeu uma quase pornochanchada. Mas os personagens sobrevivem bem. É pena que não se aproveitou do sapateado do garoto Mitch Hewer, o Maxxie, ou da rigidez religiosa. O casalzinho deve render, numa próxima temporada, com intervenções de outros coleguinhas do elenco.
Sem palavras:■■■■■■■■□□

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Skins
Episodio 7 – 107

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Michelle tinha tudo para mudar a vida niilista desses garotos, porque parecia madura. Mas esses kids crescem errando muito. Acreditam estar longe do sistema, mas estão aí para vender tênis All Star. A farsa vai ficando às claras, com Skins. É o episódio de Michelle, um tantinho menor.
Sem palavras:■■■■■■■■□□

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Skins
Episodio 8 – 108

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É a volta de Adam Smith à direção da série, com personagem central que cai de paraquedas: a irmã de Tony, Effy, que só tinha aparecido no primeiro episódio, vira gancho, entre as idas e vindas do garoto e sua turma, em meio à viagens oníricas, bem ao gosto do pós-punk. A garota muda parece um alterego de ironias. Já se percebe que só falará, nos momentos chaves, em grande sacada de roteiro.
Sem palavras:■■■■■■■■■□

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Skins
Episodio 9 – 109

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Sid cantando Wild World, de Cat Stevens, já terá valido a pena e faz notar que Skins, para além da comédia rasa, é também um bom musical, bem ao estilo inglês, com trilha arrasadora. Só neste episódio final de temporada, são 17 músicas, de The Bees a Supertramp. Sid e Cassie fecham a série, no primeiro ano, com gosto de doce ilusão, no ar. Skins termina bem alucinógena.
Sem palavras:■■■■■■■■■□

Lost tenta superar apíce de fim de tempora

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Em essência, séries de TV carregam, de mãos dadas, a marca de “guilty pleasure”, o prazer com culpa que tantos críticos discultem, apesar de todo o estreitamente das muitas faces do audiovisual.

Lost é produto de indústria e não quer esconder essa linha de produção. Também é vítima da greve dos roteristas, por exemplo, e prima pelos cuidados excessivos de Hollywood.

Se aprofundarmos na comparação com o passado recente, notamos que as armadilhas criativas não impediram o novo momento dos TV shows. A base do avanço do setor nem está na produção crescente (muito crescente , como se vê no novo projeto de J.J. Abrams, ao custo de US$ 10 milhões pelo piloto). O impulso é mesmo do texto, para além até da dos bons momentos de mise en scene que se vê aqui e alí.

Lost investe tudo no texto e no carisma do cast, uma equipe que deve alcançar, em 2010, o mesmo olimpo que já recebeu os queridinhos de Friends e Seinfeld. A nova temporada nem poderia seguir no ritmo do episódio final do terceiro ano, mas não deixa a série despencar no ostracismo do gosto médio.

A série investe agora no trauma psicológico dos personagens. Jorge Garcia, o Hurley, conta o drama de ter deixado a ilha, sem que muito seja respondido. Alias, nem dá pra entender como as pessoas se prendem na crítica das meias-voltas de Lost. O charme da trama que parece inacabável é bem a premissa de uma série de TV, tal como Twin Peaks.

Acho que todos têm esse prazer culpado, cada vez mais digno de nossa atenção.

(Mais vale ver esse pulo do Jorge Garcia, em cena do primeiro episódio do ano 4 de Lost, no vídeo abaixo)

The Beginning of The End – 401
Sem palavras: ■■■■■■■■□□