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cinema e tv

Heróis sexys e antipáticos

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Heroes volta à TV paga brasileira, na próxima sexta-feira, no Universal Channel, esbanjando saúde. Volta para uma segunda temporada com o cast em alta, no ideário popular norte-americano, no momento em que seus dois personagens mais centrais (digamos assim, sobre Peter Petrelli e Claire) dominam rankings de sexy symbols globalizados – ela no Top 25 do IMDb, no 3º posto, ele na listinha anual de 100 homens sexys da People.

Hayden Panettiere, a Claire, continua de saias justas da cheerleader que a consagrou e Milo Ventimiglia, o Peter, passa a maior parte do tempo sem camisa, nesse primeiro momento da nova temporada. Mas a razão do sucesso de ambos está na mito-fadiga de Heroes, a exaustiva exploração do mito do herói. E olha que ainda funciona.

A série, na verdade, começou o segundo ano melhor que terminou o primeiro. Nos EUA, o show caiu na audiência, mas manteve os fãs.

Isso, porque o criador resolveu poluir o drama, com aparições de novos mutantes. Tudo muito planejado e isso irrita.

Mas a série teria que avançar com os personagens que a fizeram destaque: Peter e Claire continuam populares, mas Hiro perdeu seu maior encanto, no início da temporada 2. A fraca produção do Japão medieval não ajudou e sabemos que Masi Oka tinha um perfil traçado que era o grande contraponto de Heroes.

Falta muito equilíbrio no texto e torço por menos efeitos, na contramão do gosto popular. Torço ainda pela queda do núcleo de Matt e Suresh, com a menina orfã chata que só ela. Eles são anti-Heroes.

Four Months Later - 201
Sem palavras: ■■■■■■■□□□
Típico episódio de apresentação de personagens, como se já não fossem conhecidos.

Lizards - 202
Sem palavras: ■■■■■■■■□□
Claire continua luta para salvar Heroes, com o melhor núcleo de início de temporada. E Peter aparece sem franja. Está cheio de si.

Kindred - 203
Sem palavras: ■■■■■■■□□□
Hiro no Japão feudal é mesmo um desgaste para o personagem. Claire e West, em homenagem a Superman.

The Kindness of Strangers - 204
Sem palavras: ■■■■■■□□□□
Molly quase chega a dizer “I see dead people”, na cama. Matt e Suresh conseguiram uma coadjuvante, a altura.

Fight or Flight - 205
Sem palavras: ■■■■■■■□□□
Entrada em cena de Kristen Bell. Façamos uma comparação com a Juliet, de Elizabeth Mitchell, de Lost, e a desvantagem de Heroes aumenta.

The Line - 206
Sem palavras: ■■■■■■■□□□
A segunda temporada ensaia uma melhora, com Claire em destaque. Mas Hiro apaixonado, não funciona.

Out of Time - 207
Sem palavras: ■■■■■■■□□□
Peter cresce como herói mor, sem ainda ser um personagem complexo. Romance de Claire garante audiência jovem, na salada que é Heroes.

Four Months Ago - 208
Sem palavras: ■■■■■■■■□□
Flashback aquece a série. Produção caprichada, com um detalhe importantíssimo: episódio sem Matt, Suresh e a menina chata.

Cautionary Tales - 209
Sem palavras: ■■■■■■■□□□
Claire tenta salvar o pai e Peter está próximo do perigo. Volume II perto do fim.

Truth and Consequences - 210
Sem palavras: ■■■■■■■□□□
Niki continua apagada, na segunda temporada. Pena, porque e dubiedade de seu personagem era dos pontos fortes da série. Romance com Nathan parece inevitável.

Powerless - 211
Sem palavras: ■■■■■■■■□□
Fim do Volume II, num crescendo. Achei até melhor que o fim do Volume I. Melhor realizado.

1 Comentário »

  Luis Felipe wrote @ Janeiro 11, 2008 at 1:57 pm

Nhé… Ruinzinha mesmo, mas a primeira temporada também era sem gracinha… Esse Jeph Loeb é o roteirista mais cliché do mundo mesmo. Losta se deu bem ao se livrar do cara e trazer Brian K. Vaughan pra comandar o texto. Ele é um gênio!

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