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cinema e tv

Ang Lee sustenta excelência

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Ang Lee está de volta, com Lust, Caution, mostrando que alcançou mesmo a maioridade e tem quem diga que ele se consolida como novo gênio do cinema.

Não há mais como ficar inerte a sua cinematografia. O cineasta de origem taiwanês foi bi-campeão no Festival de Veneza, neste ano, após ter vencido 2005, com Brokeback Mountain. Em Lust, Caution, Lee sublinha sua aptidão para direção de atores, na construção de personagens bem definidos, totalmente entregues, e pega firme na psicologia sexual.

O filme falado em mandarim questiona os limites artísticos do sexo explícito e segura o bom gosto de cenas fortes e caras à indústria. Por isso, nos EUA, levou a tarja de proibido para menores de 17 anos. Por aqui, essas polêmicas perderam o sentido, desde a cena da manteiga de O Último Tango em Paris, no final dos anos 70.

Acho incrível como só os norte-americanos continuam castrados, no mundo civilizado. São tolhidos de qualquer manifestação, nesse sentido, bem ao contrário do cinema europeu e sulamericano e, agora, fica atrás também da pulsação asiática.

Talvez a regra não seja religiosa e somente uma imposição da indústria. Porque no Brasil, tal cenas, nem provocaram constrangimento na platéia do Festival Internacional de Cinema de Brasília.

Lust, Caution venceu o Leão de Ouro de Veneza e corre do lado de 4 Meses, 3 Semanas, 2 Dias (prêmio de Cannes) como filme do ano. São as obras mas impactantes de 2007 e disputam cabeça a cabeça o próximo Oscar de filme de língua não-inglesa.

Lust, Caution (Se, Jie)
Sem palavras:■■■■■■■■■□

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