t ô n i c a
cinema e tvArquivo para Novembro 26, 2007
EW aponta de quem mais se falou

A EW.com apresenta seu Entertainers of The Year, versão 2007, apontando para as silhuetas da TV a cabo, dos Estados Unidos. Para a revista da indústria, que escolheu o Youtube, ano passado, nessa mesma “premiação”, as mulheres das séries sofisticadas são os grandes emblemas do ano.
Mais que justificável, as posudas da foto que abre esse post são provas que o TV paga ganha vulto, para além do capricho da HBO. Atenção para a chamada das divas, pela ordem da imagem: Glenn Close (de Damages – FX), Mary-Louise Parker (Weeds, do Showtime), Kyra Sedgwick (The Closer – TNT), and Holly Hunter (Saving Grace, também TNT).
A lista da EW.com tem as obviedades – como o garoto Zac Efron e a cantora Rihuanna -, mas traz algumas surpresinhas e dou crédito para a presença de Vanessa Williams (Ugly Betty) e debito pontos dessa lista pela ausência, desde ano passado, da mulher da TV, ano passado, a America “Betty” Ferrera. Mas é uma lista de altos e baixos, como qualquer outra e meu ponto de vista não tem o ponto visto por qualquer outro.
Vale lembrar que nos dois últimos anos, a TV dominou a capa da revista Entertainment Weekly para a mesma homenagem, com o elenco de Grey’s Anatomy, em 2006, e Lost, um ano antes. Agora, foi a vez da escritora J.K. Rowling, criadora de Harry Potter.
Gossip Girls revigora séries teens

Gossip Girl foi a primeira nova série a confirmar temporada completa, no balcão de apostas da TV norte-americana, em seu atual line up. O consumismo teen garantiu a permanência e já se percebe que o drama terá vida ainda mais longa.
A nova empreitada da CW supera as apostas anteriores do canal – Dawsons Creek e The O.C. – com uma variação do mesmo tema, baseado na preocupação pequeno-burguesa dos jovens de quase 20 dos países ricos. Ainda mais no momento em que todo mundo já viu o grande achado do ano, nessa mesma seara, a série inglesa Skins.
A diferença dos dois produtos é gritante, com a ironia e esquisitice britânicas batendo o drama de boutique americano. De boutique do Upper East Side nova-iorquino, bom que se diga. E isso é uma diferença crucial, em favor de GG, na comparação com seus antecessores. É que a opção pela vida fake das séries teens, desde que Barrados no Baile conquistou o mundo, teve casamento perfeito aqui. Não é só pose e desfile de carinhas bonitas, começamos a buscar a ferrugem, em meio a prataria.
Outra coisa é que o texto melhorou muito, em meio às choradeiras descabida dos adolescentes. Aqui, a aposta da CW é baseada no sucesso de Cecily von Ziegesar, autora da série literária de mesmo nome (e que fala a um blog do ”Extra”, aqui, defendendo a adaptação para a TV). A personagem de Blake Lively, Serena, chega ser adulta (com a cara da blitânica Cate Blanchett, registra-se), com um humanismo latente demais e menos preocupada com o próximo “ficante”.
Skins é pra engolir todas essas propostas, mas Gossip Girl surpreende e prova que ainda há vida criativa, nesse formato que parecia cafona.
Gossip Girl – Episódio 1 – Temporada 1
“Pilot”
Sem palavras:■■■■■■■■□□







