t ô n i c a
cinema e tvArquivo para Novembro, 2007
Sean Penn vence 1ª na temporada de prêmios

Sean Penn (na foto) sai na frente, na temporada de premiações, nos Estados Unidos.
Ontem, seu Into the Wild, levou o prêmio Gotham, relata o blog de Ana Maria Bahiana, do Globo, um dos mais fresquinhos do gênero. Para a especialista em Hollywood (a melhor correspondente, quando o assunto é premiação), “o prêmio coloca o filme de Sean Penn como o primeiro a receber alguma láurea de peso. E há um grande respeito pelos Gothams entre os Acadêmicos baseados em Nova York”.
Ana Maria Bahiana - dos meus tempos de SET e que passei a gostar dela só depois que saiu dessa revista - é uma das duas correspondentes que representam o Brasil, na votação do Globo de Ouro. A outra é Paoula Abou-Jaoude (que escreve para o Série ETC). A lista de votantes (82 nomes, apenas, com direito a definir os propensos vencedores do Oscar) foi confirmada ontem pela HFPA (Associção de Imprensa Estrangeira nos EUA) e pode ser conferida aqui.
Into the Wild passou na Mostra de São Paulo (está fora do FIC Brasília) e só deve estrear comercialmente, no Brasil, em 31 de dezembro. No festival paulista deste ano, a obra de Sean Penn foi escolhida pelo público como o melhor filme.
Abaixo, uma lista do site Awards Daily’s que não tem o mesmo sentimento de gratidão dos votantes do Gothams. Para esse site de termômetro do Oscar e outras premiações da temporada, o filme de Penn é apenas o quinto com maior potencial de Oscar.
A corrida do Oscar
De acordo com o site Awards Daily’s (em ordem de potencial premiado)
Atonement
No Country for Old Men
Michael Clayton
American Gangster
Into the Wild
The Diving Bell and the Butterfly
The Kite Runner
Juno
3:10 to Yuma
There Will Be Blood
I’m Not There
Zodiac
Before the Devil Knows You’re Dead
Gone Baby Gone
Once
EW aponta de quem mais se falou

A EW.com apresenta seu Entertainers of The Year, versão 2007, apontando para as silhuetas da TV a cabo, dos Estados Unidos. Para a revista da indústria, que escolheu o Youtube, ano passado, nessa mesma “premiação”, as mulheres das séries sofisticadas são os grandes emblemas do ano.
Mais que justificável, as posudas da foto que abre esse post são provas que o TV paga ganha vulto, para além do capricho da HBO. Atenção para a chamada das divas, pela ordem da imagem: Glenn Close (de Damages – FX), Mary-Louise Parker (Weeds, do Showtime), Kyra Sedgwick (The Closer – TNT), and Holly Hunter (Saving Grace, também TNT).
A lista da EW.com tem as obviedades – como o garoto Zac Efron e a cantora Rihuanna -, mas traz algumas surpresinhas e dou crédito para a presença de Vanessa Williams (Ugly Betty) e debito pontos dessa lista pela ausência, desde ano passado, da mulher da TV, ano passado, a America “Betty” Ferrera. Mas é uma lista de altos e baixos, como qualquer outra e meu ponto de vista não tem o ponto visto por qualquer outro.
Vale lembrar que nos dois últimos anos, a TV dominou a capa da revista Entertainment Weekly para a mesma homenagem, com o elenco de Grey’s Anatomy, em 2006, e Lost, um ano antes. Agora, foi a vez da escritora J.K. Rowling, criadora de Harry Potter.
Gossip Girls revigora séries teens

Gossip Girl foi a primeira nova série a confirmar temporada completa, no balcão de apostas da TV norte-americana, em seu atual line up. O consumismo teen garantiu a permanência e já se percebe que o drama terá vida ainda mais longa.
A nova empreitada da CW supera as apostas anteriores do canal – Dawsons Creek e The O.C. – com uma variação do mesmo tema, baseado na preocupação pequeno-burguesa dos jovens de quase 20 dos países ricos. Ainda mais no momento em que todo mundo já viu o grande achado do ano, nessa mesma seara, a série inglesa Skins.
A diferença dos dois produtos é gritante, com a ironia e esquisitice britânicas batendo o drama de boutique americano. De boutique do Upper East Side nova-iorquino, bom que se diga. E isso é uma diferença crucial, em favor de GG, na comparação com seus antecessores. É que a opção pela vida fake das séries teens, desde que Barrados no Baile conquistou o mundo, teve casamento perfeito aqui. Não é só pose e desfile de carinhas bonitas, começamos a buscar a ferrugem, em meio a prataria.
Outra coisa é que o texto melhorou muito, em meio às choradeiras descabida dos adolescentes. Aqui, a aposta da CW é baseada no sucesso de Cecily von Ziegesar, autora da série literária de mesmo nome (e que fala a um blog do ”Extra”, aqui, defendendo a adaptação para a TV). A personagem de Blake Lively, Serena, chega ser adulta (com a cara da blitânica Cate Blanchett, registra-se), com um humanismo latente demais e menos preocupada com o próximo “ficante”.
Skins é pra engolir todas essas propostas, mas Gossip Girl surpreende e prova que ainda há vida criativa, nesse formato que parecia cafona.
Gossip Girl – Episódio 1 – Temporada 1
“Pilot”
Sem palavras:■■■■■■■■□□
Duvidoso People’s Choice

- Favorito novo drama
- Big Shots
- Bionic Woman
- Cane
- Dirty Sexy Money
- Gossip Girl
- Journeyman
- K-Ville
- Life
- Life Is Wild
- Moonlight
- Private Practice
- Pushing Daisies
- Women’s Murder Club
- Favorita nova comédia
- Aliens in America
- Back to You
- The Big Bang Theory
- Carpoolers
- Cavemen
- Chuck
- Reaper
- Samantha Who?
Sexy e popular
HOTHOTHOTHOTHOTHOTHOTHOT
A Entertainment Weekly concluiu sua relação de os mais “quentes” astros e estrelas, desde os anos 60, com voto popular. Wentworth Miller, de Prison Break, é o mais votado, entre os homens, com 20% das preferências, desbancando figuras sagradas do ideário feminino, como Paul Newman. Christian Bale, o segundo melhor da listinha dos internautas, foi lembrado por 11% dos votantes.
Entre as mulheres, Angelina Jolie, não foi tão barbada assim, com 13% dos votos, seguida de perto pela veterana Raquel Welch. A lista da EW, na escolha da revista, tem “incoerências”, se olharmos para a cara de um Patrick Dempsey, o pré-American Pie, que hoje é mais conhecido pelo sucesso de Grey’s Anatomy.
E tenho certeza que cada um vai encontrar seu tipo físico nessa listinha e questionar certas escolhas.
Faço questão de publicar ao menos uma 3 x 4 de algumas dessas celebridades, por aqui, com link para as fotos caprichadas do EW.
Pérolas da TV brasileira

A idéia é grande. Algo de Matrix, Arquivo X e tudo que é filme de teoria da conspiração que se vê por aí. E O Sistema, que a Globo começou a exibir neste feriado de Finados tem tudo isso, algo acima da média da produção da TV brasileira, mas ainda faltou algo para tal consolidação.
O elenco brilha, porque já faz muito tempo que Selton Mello não decepciona, apesar da pressão crescente. E fica um espaço curto para falar do tamanho de atriz que é Graziella Moretto (foto ao lato), a atendente Regina que inicia o duelo com o protagonista. O texto de Alexandre Machado e Fernanda Young continua inovador, mas só suficientemente, e…
E faltou mão firme, na direção de José Lavigne. Enriqueceram os estúdios com carros da modernidade setentista, o que não combinou bem com as telas de LCD e telefones siemens do call center dirigido por uma Betty Goffman mal vestida (e não foi de propósito). As falhas de desenho de produção são muitas e olha que tem gente paga para fazer isso.
Fora essa increnca, a nova comédia é dos poucos box da Globo que se pode reservar dinheiro para comprar, no futuro. Sou cético quanto à resistência do tom fake que a Platinada ainda sustenta, na maior parte de suas produções. Luiz Fernando Carvalho já derrubou isso, no uso da película até em novela, e o próprio Guel Arrais nem precisou de filtros para inovar na velha luz chapada da TV brasileira.
O Sistema merece vida longa. Merece ocupar lugar dessas minisséries-novelões que se prolongam como tortura.
Sem palavras: ■■■■■■■■□□
































