t ô n i c a

cinema e tv

Arquivo para Outubro, 2007

Internautas mobilizados

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A Kristin dos Santos, em seu blog, revela o resultado de uma enquete que ela diz ser mais poderosa que o instituto de pesquisa Nilsen. A Campanha Salve ou Afunde é anual e aponta para as preferências dos fãs dessa colunista de TV do E!. O resultado tem todo sentido e sabemos que internautas mobilizados podem tudo.

Curioso ver como Back to You, da Fox, continua em pé, mesmo com as quedas na audiência e o pouco burburinho. Enquanto isso, Pushing Daisies é o monstro a ser batido. Está dando tudo certo para esse novo TV show.

Na foto acima, as coadjuvantes de luxo da série, Ellen Greene e Swoosie Kurtz (à direita). A segunda estilizada já tem até um Tony em sua coleção, o prêmio máximo do teatro norte-americano. Outra do elenco que já colocou a mão no mesmo troféu foi Kristin Chenoweth, que faz a loura que trabalha com o herói Ned.

Apesar de tanta gente boa junta, o cast é mesmo dominado por Lee Pace – o Ned-, também de carreira obscura, mas de grande desenvoltura no teatro (principalmente no off-Broadway). Lee despontou para a TV com o papel de um transsexual, no filme Soldier’s Girl, de 2003. Ele quase ganhou o Globo de Ouro por essa interpretação, tendo sido indicado. Mas é certo que continua na lembrança dos jornalistas estrangeiros que votam neste prêmio, no início do ano.

Soldier’s Girl é um filmaço, desses bons que a TV americana raramente produz (ao contrário das redes da Europa), e Lee foi até subestimado, na época, talvez por ter sido sua primeira experiência no audiovisual, após uma ponta em Law and Order.

Temos aí um dos segredos do sucesso dessa série.

 

A relação dos leitores de Kristin

80% (votos para salvá-la)—Pushing Daisies (ABC), temporada garantida

68%—Samantha Who? (ABC), temporada garantida

64%—Gossip Girl (CW), temporada garantida

63%—Chuck (NBC), episódios adicionais aprovados

58%—Big Shots (ABC)

57%—Moonlight (CBS), episódios adicionais aprovados

56%—Reaper (CW), episódios adicionais aprovados

50%—Women’s Murder Club (ABC)

47%—Aliens in America (CW), pediu para continuar produção

46%—Private Practice (ABC), temporada garantida

44%—Dirty Sexy Money (ABC), episódios adicionais aprovados

35%—Bionic Woman (NBC), episódios adicionais aprovados

34%—Journeyman (NBC), episódios adicionais aprovados

29%—Life (NBC), episódios adicionais aprovados

29%—Life Is Wild (CW)

28%—Back to You (Fox), temporada garantida

25%—The Big Bang Theory (CBS), temporada garantida

25%—Carpoolers (ABC), episódios adicionais aprovados

21%—Cane (CBS), episódios adicionais aprovados

20%—K-Ville (Fox)

15%—Kid Nation (CBS)

13%—Cavemen (ABC)

10%—Viva Laughlin (CBS), cancelada

Recesso

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Vai ser um fim de semana sem post, porque estarei no Rio. Verei Bjork. Pela primeira vez.

Temporada de cortes começa cedo

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A CBS cancelou hoje o drama Viva Laughlin, sem piedade, relatou a Variety.

O drama teve dois episódios exibidos, nos últimos domingos, mas cede o lugar para o reality The Amazing Race, já no próximo fim de semana. O índice de audiência teria abreviado muito a carreira do show. No último fim de semana, fez muito feio, com 1.2 de rating entre os adultos de 18 a 49, o que mais interessa às emissoras. De uma semana para outra, a série perdeu 52% desse público e derrubou até o ibope (digo, Nilsen) da Cold Case, queridinha dos americanos, e que a seguiu na grade domingueira.

A série é a primeira a ser rimada da programação das majors, nesta temporada, e abriu a tampa do lixo para os inevitáveis cancelamentos de embustes muito maiores, como Cavemen, Carpoolers, Back To You, The Big Bang Theory, só para citar as comédias.

Entre os dramas, a especialista Rachel Thomas, do About.com, acha que o próximo a ser rifado é Life is Wild, da CW. Os internautas, em várias votações online, não vêm futuro para K-Ville e Big Shots.

1ª barbada na temporada de prêmios

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Daniel Day-Lewis é barbada, em qualquer bolsa de aposta, para a temporada de premiações, que está para começar.

Não tem especialista sério que não o indique. O inglês cinquentão conduz There Will Be Blood, novo petardo de Paul Thomas Anderson, filme igualmente badalado e que só estréia em 26 de dezembro, nos EUA, e em fevereiro no Brasil, na velha estratégia dos produtores que miram o Oscar.

Day-Lewis até já levou o seu, com Meu Pé Esquerdo, de 1989, e não acho que tenha cometido um grande erro em sua carreira, apesar dos altos e baixos. Gosto até de suas performaces mais criticadas, como no subestimado A Época da Inocência (93), dirigido por Martin Scorcese.

Desde Minha Adorável Lavanderia, Day-Lewis esnoba os convites mais intuitivo. Filma a cada dois anos, em média, desde o Oscar que ganhou, e passa ao largo dos tablóides ingleses, talvez por não precisar tanto desse establishment.

Suas aparições no trailer de Paul Thomas Anderson (abaixo) já mereciam o auê todo, na fartura interpretativa de seu olhar. Aliás, a escolha pelo diretor do momento só soma pontos ao seletivo ator. Ele já saiu na frente quando aceitou o script.

Como se faz um gênio

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Francis Ford Coppola é uma nação, parte de um mundo particular auto-sustentável.

Veio da sua genialidade, muito da minha crença na arte. Vi nele, a possibilidade de subversão, aliada aos prazeres estéticos. Esse ítalo-americano, natural de Detroit, falou a língua da perfeição para o público mais horizontal que se imaginava, desde o ápice de sua filmografia, no início dos anos 70.

Coppola fez a trilogia do Poderoso Chefão (1972, 74 e 90) parecer familiar, mesmo para não-italianos e não-católicos, construiu um dos maiores desafios de metalinguagens, no superior A Conversação (de 1974), foi suntuoso, iconoclasta e absurdamente irônico, no alto nível de Apocalypse Now (1979). Foi indiossincrático, apesar da aproximação com Hollywood.

O cineasta é pai de Sofia, aquela que faz a festa dos independentes. Ele mesmo saiu de cena, enquanto a filha brilhava. Estava há 10 anos sem apresentar qualquer filme, desde The Rainmaker, um relativo fracasso.

No próximo fim de semana, na Itália, ele ganha as manchetes para divulgar Youth Without Youth. Seu novo trabalho terá premiere no Festival de Roma, que começa nesta quinta-feira (18). Coppola entra na festa como convidado fora da disputa por prêmios, no momento que os organizadores tentam catapultar o line up dessa competição, a quarta mais importante da Europa. Apesar das honras, ao que parece, o cineasta não atrai mais tanta atenção da crítica. Ele está completamente ausente de todas as listas prévias de premiações norte-americanas. Sua obra, bom que se diga, tem uma linha decadente, desde a virada dos anos 70 para os 80, muito provavelmente pelo alto padrão do início de sua carreira. Mas é Coppola.

O gênio melindroso concluiu Youth Without Youth há algum tempo e esperava pelocoppolapequeno.jpg programa do Festival de Roma. Trabalha agora em Tetro, com Javier Bardem, e tem passado longas temporadas em Buenos Aires, onde teve a única cópia de seu roteiro roubado.

YWY é adaptado da novela do romeno Mircea Eliade e foi filmado em Budapeste, com Tim Roth protagonizando. O primeiro teaser tem algumas imagens pasteurizadas (abaixo), um tanto tipo gelo-seco. Mas há a edição pulsante de Walter Murch, o mesmo de Apocalypse Now.

Mas é Coppola. Discrente das corporações (como do Vaticano), mas ainda propagando sua mente visionária.

Corrida do Oscar começou

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É tempo de Oscar, ainda que estejamos a 130 dias da premiação e apesar de ser um tema um tanto cafona.

E não estou dizendo isso por falta de assunto, mas o borburinho dos bastidores já antecipa alguns assuntos para o futuro da premiação do longíquo 24 de fevereiro de 2008.

A escolha de O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias para representar o Brasil já alimentou polêmica e muitos contestam a ausência do arrasa-quarteirão Tropa de Elite. Mas não é que a opção do Ministério da Cultura está fazendo bonito, nas apostas que já correm pela net, mundo afora.

O The Film Experience já inclui a obra brasileira entre os cinco indicados ao Oscar, adiantando uma votação que ainda nem aconteceu. O nomeados ao prêmio só serão conhecidos no dia 22 de janeiro. É muita pressa e acho até mais curioso conhecer a lógica que move as escolhas desses sites que só tratam da antecipação do prêmio mais badalado.

O The Film Experience escolheu, além do “Ano…“, os representantes de Cuba (La Edad de La Peseta), França, Romênia e Rússia. Eles esqueceram do novo de Ang Lee, Lust, Caution, que concorre por Taiwan, falado em mandarim.

O site Awards Daily’s lembrou de Lee e deixou o filme do brasileiro Cao Hamburger de lado. Lá, além da obra de Taiwan, que venceu o último Festival de Veneza, os especialistas ainda apontam o favoritismo dos filmes do Canadá (Days of Darkness, de Denys Arcand), do também premiado 4 Months, 3 Weeks and 2 Days, da Romênia, do The Orphanage, da Espanha, do badaladíssimo Persepolis, da França, e do italiano The Unknown Woman.

Outro termômetro, o Movie City News, ainda está calado, em relação ao chute de quais serão os indicados a filme de língua não-inglesa. Mas todos os sites especiais dando palpites sobre o Oscar já listam os preferidos das categorias principais, com There Will be Blood, de P.T. Anderson, e Into The Wild, de Sean Penn, como os queridinhos das apostas. (Mas volto ao assunto.)

Veja a lista de concorrentes (58, ao todo)

(devidamente traduzido para o bom entendimento dos velhinhos de Los Angeles)

A Man’s Job (Finlândia)
The Andes Don’t Believe in God
Armin (Croácia)
The Art of Crying (Dinamarca)
Belles Toujours (Portugal)
Ben X (Bélgica)
Caramel (Líbano)
The Class (Estônia)
The Counterfeiters (Austria)
Days of Darkness (Canadá)
Donsol (Filipinas)
Duska (Holanda)
The Edge of Heaven (Alemanha)
4 Months, 3 Weeks and 2 Days (Romênia)
Eduarte (Grécia)
881 (Singapura)
Eklavia (Índia)
Exiled (Hong Kong)
Gone with the Woman (Noruega)
I Just Didn’t Do It (Japão)
I Served the King of England (Rep. Checa) It’s Hard to be Nice (Bôsnia)
Katyn (Polônia)
Kings (Irlanda)
Late Bloomers (Suiça)
Lovesickness (Porto Rico)
Lust, Caution (Taiwan – cena abaixo)

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The Orphanage (Espanha)
Return of the Storks (Eslovênia)
Short Circuits (Eslovênia)
Santanas (Colômbia)
Secret Sunshine (Coréia do Sul)
Small Secrets (Luxemburgo)
12 (Rússia)
Taxidermia (Hungria)
The Trap (Sérvia)
The Silly Age (Cuba)
On the Wings of Dreams (Bangladesh)
Persepolis (França)
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The Pope’s Toilet (Uruguai)
Postcards from Leningrad (Venezuela)
Shadows (Macedônia)
Silent Light (México)

The Unknown Woman (Itália)
Una Sombra Al Frente (Peru)
Warden of the Dead (Bulgária)
XXY (Argentina)
The Year My Parents Went on Vacation (Brasil)
You The Living (Suécia)

Pos Post:

Li nesta sexta-feira que Lust, Caution, do Ang Lee, está fora da disputa de filme de língua não inglesa. Os responsáveis pela seleção, em Taiwan, afirmam que o longa não respeita a exigência de que determinados membros da equipe do filme tenham nascido no país. O número final de competidores, anunciado nesta quinta-feira, é de 63 produções, um recorde, no Oscar.

Sob a tensão do cancelamento

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A Kristin dos Santos do site E! Online acaba de dar seu pitaco, sobre a linha de corte das novas séries da TV norte-americana, com apenas três semanas de temporada concluídas. As bases de suas análises são boas: levam em conta audiência, movimentação dos fãs e críticos, dentre outras razões de bastidores.

Especule com Kristin:

Garantido

Gossip Girl (da foto acima)- A CW já encomendou uma temporada cheia e já se fala em nova temporada. Parece que essa é a história para os orfãos de Dawsons Creek.

Quase lá

Pushing Daisies – Favorito dos críticos, teve uma grande estréia, com 13 milhões de espectadores.

Private Practice – É o maior sucesso comercial entre as novas séries. É campeão do TiVo.

Provável pegada

Chuck – A NBC, mais preocupada que nunca, só encomendou mais três roteiros, o que é bom sinal.

Life – Também tem encomenda de três scripts.

Cane – Tem ordem da CBS para mais quatro episódios.

Reaper – A audiência não é suficiente para esse drama se segurar, mas no grupo de 18 a 49 anos, ela vai bem e a CW precisa de um show com esse perfil.

Dirty Sexy Money – Estreou com 10,5 milhões de espectadores, o que é bom para o horário das 22h. Além disso, concorre com CSI New York em pé de igualdade.

Moonlight – Tem o perfil exato para ser recheio de Ghost Whisperer e Numb3rs.

Penduradas

Bionic Woman – comercialmente está indo bem, mas há muitos rumores de bastidores e desafios orçamentários.

The Big Bang Theory – Ficaria a salvo se Dancing With The Stars não estivesse no caminho, porque se encaixou perfeitamente no bloco de comédias da CBS.

Big Shots – A boataria é grande.

Aliens in America – Tem a pior marca de segunda-feira, mas a CW não tem grandes opções para o horário.

Journeyman – A NBC pediu três roteiros, mas apesar da grande torcida, a série é pouco vista. Os fãs não aparecem.

Em risco

Carpoolers – Começou bem, com 9 milhões de espectadores, mas despencou na semana seguinte.

Back to You – A estréia desse show é das grandes frustrações da temporada. A audiência está em declínio.

Totalmente fora

Life is Wild – Audiência de 1,2 milhão de espectadores, baixo ruído, e altos custos soterram a proposta.

K – Ville – Começou com 5 milhões de espectadores. Disputa com Heroes, Dancing With The Stars

e Two and a Half Men. Tá lascado.

Cavemen – A proposta boa não conseguiu diálogo com a audiência.

É a queda do gay power?

Matthew Rhys

A poderosa Glaad, uma ONG norte-americana que defende os gays, lésbicas, transgêneros e bissexuais, publicou seu conhecido estudo anual – já com 12 edições – que examina a diversidade no horário nobre da TV daquele país. O relatório deste ano (aqui) revela que o grupo GLBT tem perdido espaço.

A entidade lista os personagem que se enquadram nessa minoria e chegam ao ponto de separá-los pela raça. Na atual temporada, serão 20 atores e atrizes representando a classe, ou 1,1% de tudo que será caracterizado pela TV norte-americana. Há dez anos, eram 27, ainda que a tela tenha sido povoada de gays coadjuvantes, com parcas aparições, como as lésbicas de Friends, do famoso seriado de então. Na grade de 2006-07, era 1,3% do grosso; um ano antes, 1,4%.

A Glaad adianta ainda, os personagens que aparecerão por toda a temporada. Entre os dramas, com presença marcante em todos os episódios, o Kevin de Matthew Rhys, em Brothers and Sisters, a Caitlin de Bonnie Somerville, da ainda inédita Cashmere Mafia, ambas da ABC. Nas comédias, não há protagonistas com essas características, ainda se imaginarmos o sucesso que foi Will and Grace. Mas a ABC promete muito “bafão”, em Desperate Housewives e Ugly Betty. Na primeira, teremos um casal gay que irá circular por Wisteria Lane.

Mas as coisas continuam animadas, na TV paga, por lá. São 57 personagens dessa minoria, em toda a grade, que lista até os diferentes gostos do cast de Torchwood. E tem também a turminha The L Word que continua a alimentar as estatísticas.

A discussão é válida, para entendermos também o processo brasileiro do tal beija-não-beija. Atualmente, todo autor de novela inclui ao menos dois personagens desse nicho, com polêmica que alimenta a audiência. A sequência no horário nobre da Globo contribuiu para diminuir o preconceito, mas ainda não surgiu um grande personagem que faça valer a pena. Na novela da Record, Caminhos do Coração, os dois gays são pueris.

Sobram as atenções para o Bernadinho de Thiago Mendonça, na global Duas Caras. Ele é uma espécie de gata borralheira que terá uma relação platônica com uma mulher. Já gostei da construção do ator, em texto do chatinho Aguinaldo Silva que surpreende. A revelação de 2 Filhos de Francisco pode roubar a cena.

 

Pos post: reafirmando que os 20 personagens gays da conta acima, para a atual temporada, são das séries da TV aberta norte-americana; a Glaad faz contabilidade separada para as emissoras por assinatura, como a Showtime que exibe a prolífera The L Word.

Quem irá sobreviver?

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O The Futon Critic listou “As 10 Coisas que Você Precisa Saber Sobre a Nova Temporada”. Leitura obrigatória para quem gosta de séries gringas e não entendem o porquê do cancelamento daquela maravilha que foi essa ou aquela produção (A queda de Studio 60 fez muitos chorarem).

A lista do Futon é sustentada por estatísticas impressionantes. Uma delas diz que de cada três novas séries, apenas uma garante a segunda temporada. Essa conta foi feita com os exatos 596 novos produtos, desde 1999. Desses, 189 tiveram vida, no segundo ano.

Das majors, a CBS apresenta melhor estatística, com 41% dos seus TV shows se sustentando até o ano seguinte. A WB, antes de virar CW, computou fracassos estrondosos. Lançou oito séries, na temporada 2005/2006, e implacou somente uma. A Fox, no ano passado e neste, fez 14 tentativas e manteve três de pé. A NBC perdeu Studio 60 e outros nove negócios, também na última rodada, o que inclui drama, comédia e realities.

O Futon também decretou a morte da sexta-feira, na TV, por lá. Desde 1999, das 89 novas séries lançadas no primetime do último dia útil da semana, apenas 16 sobreviveram, ou 18%. Enquando, na domingueira, as coisas ficam mais fácil, com 47% de contratos renovados.

Enfim, o Futon vai fundo nas equações. Fala de índice de audiência, fala que a TV é negócio e mostra os caminhos para se implacar uma série. Mas já se pode deduzir, pela irregular temporada, que a margem de corte de 66% se manterá.

Máquina de dinheiro

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Transformers estréia no próximo feriado norte-americano de 4 de julho (Dia da Independência) e já se antevê explosões de recordes. E até já ganhou prêmio.

No último MTV Movie Awards, os robozinhos baseados em série dos anos 80 levaram o título de “Melhor Filme que Você Ainda Não Viu”. Os trailers são precisos, o IMDb dá classificação monstruosa (8,6 pontos), com os votos dos internautas que viram o filme, já lançado em ao menos um festival (em Taormina – Itália), o enredo tem máquinas e romance abundante, para atrair casais de gostos opostos e facilmente catalogado pela indústria do cinema.

Mas porque “não me ufano”? Tem Spielberg, na produção, dando pitaco; tem o melhor time de diretores de arte, na altura dos blockbusters; e fala de uma série cara, aos nerds dos 80.

Talvez, a preocupação esteja nas fraquezas de Michael Bay, o diretor deste e de tranqueiras como Pearl Harbor e Armageddon; na incerteza do roteiro, com gente que já escreveu Xena, aquela série que a Record exibe em suas tardes.

Prefiro esperar, na certeza que o sucesso chega de todo jeito. A porção criança domina o globo, nessas horas.

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